JOGAR COMPULSIVO (ou Patológico)




Segundo a CID.10, a característica essencial do Jogo Patológico é um comportamento de jogo mal adaptativo, recorrente e persistente que perturba os empreendimentos pessoais, familiares e/ou ocupacionais. A pessoa com esse transtorno pode manter uma preocupação com o jogo, tais como, planejar a próxima jogada ou pensar em modos de obter dinheiro para jogar.



A maioria dessas pessoas com Jogo Patológico afirma que está mais em busca de “ação” do que de dinheiro e, por causa dessa busca de ação, apostas ou riscos cada vez maiores podem ser necessárias para continuar produzindo o nível de excitação desejado. Os indivíduos com Jogo Patológico frequentemente continuam jogando, apesar de repetidos esforços no sentido de controlar, reduzir ou cessar o comportamento.



Através do reforço emocional intermitente, onde ganhar é um reforço positivo imediato e perder é “apenas” uma circunstância aleatória, o indivíduo apresenta o comportamento compulsivo de jogar. Está sempre na expectativa de ganhar, como foi conseguido anteriormente. Existe ainda uma sensação especial no comportamento de risco, o que ocupa a mente do jogador fazendo que passe a repetir o comportamento (dependência).



O jogo pode tornar-se uma grande fonte de prazer, podendo vir a ser a única forma de prazer para algumas pessoas. O jogador compulsivo costuma se tornar inconsequente, gastando aquilo que não tem, perdendo a noção de realidade. A síndrome de abstinência pode estar presente.



Precisam de tratamento quando têm como consequências, prejuízos significativos à vida da pessoa ou ao seu entorno sócio-familiar.