quarta-feira, 20 de setembro de 2017

039- A hora certa é agora


O Universo é tão perfeito e maravilhoso que não ia colocar a felicidade em coisas tão difíceis e tão distantes como nós o colocamos... e por não acreditar nessa simplicidade e nessa disponibilidade da felicidade vamos busca-la lá onde aponta o próximo desejo...
De desejo em desejo realizado logo vem um gosto de... não era bem isso... não era bem assim... e vamos indo pela vida afora nos esquecendo de olhar para dentro e deixando que o mundo seja nosso guia.
Parece que temos várias camadas de complicação para ir tirando até que na simplicidade de SER vamos vislumbrando os primeiros sinais da felicidade que não depende de nada além do encontro com você.
É aí que ela se esconde... mas nós costumamos não acreditar muito nisso... por mais que nos afirmem isso de vária formas... em várias linguagens...  Volta e meia nos vemos buscando felicidade em coisas que estão muito longe da gente mesmo...
Parece que fugimos da felicidade...
Ou colocamos nossa energia em coisas que nos dão um pouquinho de falsa sensação de felicidade e muitas vezes ficamos um bom tempo fingindo que estamos mesmo felizes...  Custando a nos convencer que aquelas coisas tão boas e tão cobiçadas não estão nos dando a prometida felicidade...
Ou adiamos a felicidade para um futuro imaginário... investindo nosso tempo e energia na construção desse futuro feliz... Abdicando de viver a felicidade no presente que é só onde ela pode ser encontrada...
Passamos grande parte das nossas vidas adiando a felicidade na falsa ilusão de que estamos construindo as condições ideais para que ela se manifeste...
Não espero mais o futuro para ser feliz... porque tenho visto muitas pessoas que morrem construindo esse suposto tempo futuro de felicidade...
A felicidade é para ser vivida aqui e agora com as condições que temos... o dia certo para ser feliz é hoje e a hora é agora...
E o lugar é onde você está... bem dentro do seu coração está a chave que te leva a experienciar felicidade a partir de você...
Chega um tempo que não dá mais para enganar a gente mesmo...  Você sente que esse estado de felicidade que se baseia em coisas externas e que depende da atitude do outro é um saco sem fundo...
Você enfim... se decide por você mesmo... por se conhecer mais profundamente e por buscar dentro o que sempre pensou que encontraria fora...
E assim como por encanto... quando você encontra esses estados de alma que te dão felicidade... eles se refletem no mundo ao seu redor... e você encontra nas coisas externas uma forma de compartilhar aquilo que encontrou em você mesmo... e quanto mais compartilha... mais encontra...

E qualquer coisa passa a ser motivo de te fazer feliz porque você sabe que é muito mais do que um monte de conquistas de coisas e pessoas que vão te dar aquela sensação de completude que você sente ao se encontrar.

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

038- A honestidade interior


Aos outros podemos dizer que somos as pessoas mais incríveis do mundo, que não mentimos, que não roubamos, que não enganamos ninguém.
Dificilmente alguém assume a sua própria desonestidade.  É mais fácil apontá-la fora, escolhendo alguém para projetarmos a nossa própria sombra.
Ficamos bravos e indignados com os defeitos dos outros e isto pode ser um grande motivo para estarmos ocupados e não vermos os nossos próprios erros.  Você promete a si mesmo que vai parar de fumar porque está cansado de saber que o  cigarro faz mal e com o tempo irá lhe trazer grandes prejuízos para a sua saúde.  Então você diz: - Segunda-feira eu paro de fumar.  E quando chega a Segunda...  Lá está você fumando como sempre.  É como a criança que come o doce escondida da mãe que lhe proibiu.  Só porque a mãe esta vendo tudo, mesmo que muitas vezes faça de conta que não viu.
Enganando-nos a nós mesmos sentimo-nos mal.  Falta a  integridade e sem ela não podemos ser autoconfiantes.  Portanto é fundamentalmente que resolvamos este conflito interno, se quisermos viver em paz.  Para isto precisamos integrar nossos vários eus, criando um diálogo saudável entre nossas vozes responsáveis e as irresponsáveis que habitam o nosso ser.

Mas o primeiro passo é deixar de julgar os outros e a nós mesmos, aceitando as imperfeições como o início de um processo evolutivo.